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Até porque, quem disse que para construir um lar não precisa estudar?

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Entendendo as Sobreexcitabilidades nas pessoas superdotadas

Você já percebeu que algumas crianças sentem tudo com mais intensidade? Pensam mais rápido, questionam mais, se emocionam mais e parecem viver em um “volume alto”, tanto nas emoções quanto nas ideias. Essas características, comuns em pessoas com altas habilidades/superdotação, estão relacionadas ao que chamamos de sobreexcitabilidades (overexcitabilities), um conceito desenvolvido pelo psicólogo polonês Kazimierz Dabrowski, dentro da Teoria da Desintegração Positiva. Longe de serem “exageros”, essas intensidades são expressões de um potencial emocional e cognitivo elevado, e compreender isso pode mudar completamente a forma como enxergamos e educamos essas crianças.

Você já percebeu que algumas crianças sentem tudo com mais intensidade? Pensam mais rápido, questionam mais, se emocionam mais e parecem viver em um “volume alto”, tanto nas emoções quanto nas ideias. Essas características, comuns em pessoas com altas habilidades/superdotação, estão relacionadas ao que chamamos de sobreexcitabilidades (overexcitabilities), um conceito desenvolvido pelo psicólogo polonês Kazimierz Dabrowski, dentro da Teoria da Desintegração Positiva. Longe de serem “exageros”, essas intensidades são expressões de um potencial emocional e cognitivo elevado, e compreender isso pode mudar completamente a forma como enxergamos e educamos essas crianças.

O que são sobreexcitabilidades?

O termo sobreexcitabilidade vem do grego “super” (acima) + “excitação” (estimulação).
Em outras palavras, pessoas superdotadas têm um sistema nervoso mais responsivo aos estímulos internos e externos, o que as faz sentir, pensar e reagir de forma mais profunda e intensa.

Dabrowski descreveu cinco tipos principais de sobreexcitabilidade:

1. Intelectual

É a necessidade intensa de compreender o mundo.

A criança faz perguntas o tempo todo, busca lógica em tudo, tem sede de conhecimento, debate ideias e fica frustrada com respostas superficiais.

“Mas por quê? E se fosse diferente? E se ninguém existisse?” - perguntas que não param nunca.

2. Imaginativa

Manifesta-se por criatividade fértil, pensamento simbólico e mundos internos ricos.

São crianças que inventam histórias, vivem personagens, falam sozinhas em jogos, e podem preferir o universo da imaginação ao cotidiano.

“Ele vive no mundo da Lua”, é uma frase que muitos pais escutam sem perceber o quanto isso é valioso.

3. Psicomotora

É uma energia quase inesgotável.

Movimentam-se o tempo todo, falam rápido, gesticulam, têm dificuldade em relaxar.
Essa intensidade pode ser confundida com TDAH, mas é apenas a manifestação física do excesso de energia mental.

4. Emocional

São crianças com afetividade profunda e empatia acima da média

Sentem o sofrimento do outro, se comovem com injustiças, têm apego forte às pessoas e aos animais, e podem reagir com intensidade ao medo, à alegria ou à tristeza.

“Chora por tudo”, dizem alguns, mas, na verdade, é um coração que sente demais

5. Sensorial

São mais sensíveis a sons, luzes, cheiros, sabores e texturas.

Podem se incomodar com etiquetas de roupa, barulhos altos, cheiros fortes, ou buscar prazer estético em detalhes que os outros nem notam.

“Olha como o céu tá bonito hoje!”, e fica ali, encantado, por minutos.

Por que é importante entender isso?

As sobreexcitabilidades não são sintomas de transtorno, e sim indicadores de um potencial ampliado.

Quando não compreendidas, porém, podem gerar diagnósticos equivocados, conflitos escolares e sofrimento emocional.

Essas crianças podem ser rotuladas como:

  • “ansiosas”,

  • “intensas demais”,

  • “imaturas”,

  • “problemáticas”.

Mas, na verdade, estão apenas vivendo o mundo em alta definição, sentindo e pensando com uma profundidade que o ambiente, muitas vezes, não acompanha.

Na escola e na vida social

As sobreexcitabilidades impactam o cotidiano:

  • Crianças intelectualmente intensas podem se frustrar com aulas repetitivas;

  • As emocionalmente intensas sofrem com críticas e injustiças;

  • As psicomotoras têm dificuldade de ficar paradas por muito tempo;

  • As sensoriais podem se desorganizar com ruídos e aglomerações;

  • E as imaginativas, às vezes, são vistas como “distraídas”.

Por isso, o olhar do educador e da família precisa ser de compreensão, acolhimento e desafio na medida certa, oferecendo estímulo cognitivo sem descuidar da saúde emocional.

Direitos das crianças com Altas Habilidades segundo o novo decreto

O Decreto nº 12.686/2025, que atualiza a Política Nacional de Educação Inclusiva, garante às crianças com Altas Habilidades/Superdotação o direito ao Atendimento Educacional Especializado (AEE) e à adaptação curricular.

Isso significa que:

  • A escola deve identificar e acompanhar essas crianças,

  • Criar planos de ensino personalizados,

  • E garantir oportunidades de aceleração ou aprofundamento de estudos.

Além disso, é dever da rede de ensino oferecer formação aos professores para lidar com esses perfis, respeitando suas particularidades emocionais e cognitivas.

Conclusão

Compreender as sobreexcitabilidades é entender que a superdotação não é apenas um “Q.I. alto”, é uma forma diferente de existir, sentir e perceber o mundo.

Essas crianças não precisam “diminuir o brilho” para caber nos padrões.
Precisam de adultos que as enxerguem por inteiro, com sua sensibilidade, curiosidade e intensidade, e que as ajudem a transformar essa energia em propósito e contribuição.

Porque educar uma criança superdotada é um convite a aprender com ela o verdadeiro significado da sensibilidade humana.

💛 Por Marília Teófilo Lima Pessoa
Pedagoga | Neuropsicopedagoga | Mãe atípica | Fundadora do Mom Academy

sobre a autora:

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Marília Teófilo | CEO da MOM.ACADEMY

Marília Teófilo

CEO da MOM.ACADEMY

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Sou mãe de cinco, Pós-doc em maternidade, empreendedora, designer de aprendizagem, Pedagoga, educadora, pesquisadora, escritora com doze livros publicados e apaixonada por educação, tecnologia e empreendedorismo.

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